quinta-feira, 31 de julho de 2014

Granulometria

A granulometria refere-se à textura do solo e é muito importante para determinar as quantidades de areia, silte e argila de um solo, permitindo classificar se o solo é arenoso, argiloso ou siltoso, de acordo com a distribuição dessas três partículas no solo.

Componentes do solo e suas características classificatórias de acordo com a escala de Atterberg:
  1. Areia: Grãos com diâmetro de 0,02 à 2,0 mm
  2. Silte: Grãos com diâmetro entre 0,2 e 0,002 mm
  3. Argila: Grãos com diâmetro menor que 0,002 mm
Classificação da textura de acordo com o teor de argila:

3 principais tipos de de solo:
  • Solo arenoso: Solos em que predomina a areia, grãos grandes e visíveis a olho nú. Por serem grandes eles são poucos compactados e com grandes espaços entre si. A característica principa é a grande permeabilidade. Este tipo de solo não é recomendado para a agricultura.
  • Solo argiloso: Os solos argilosos possuem grãos micróscópicos e a principal característica é a de reter água. Tem grande capacidade de compactação, diferente do solo arenoso. Essa característica de reter água é importante para a absorção das de água e nutrientes pelas raízes das plantas, mas também a compactação que ocorre naturalmente nesse tipo de solo é algo que deve ser acopanhado e deve ser feito a aração quando necessário.
  • Solo Siltiloso: O silte está entre a areia e a argila, não tem tanta aglutinação quanto a argila, e são facilmente vítimas de erosão. Formam barros na chuva e muita poeira na seca. Solo que precisa de muito cuidado e manutenção.



Por: Erick Guilherme



quarta-feira, 30 de julho de 2014

O que é calagem?

Um dos problemas que ocorrem no solo e que é um fator crucial na produtividade de uma lavoura é a acidez do solo, quando este apresenta um Ph abaixo do ideal que é geralmente entre 5,8 e 6,0 a produção é afetada, as raízes das plantas têm seu desenvolvimento afetado e  não são capazes de absorver corretamente os nutrientes. E como solução deste problema temos a calagem que é um método simples e bastante eficiente.

A calagem consiste na aplicação de calcário (CaCO3) no solo, onde na dissociação desse sal, o carbonato reagirá com os íons H+ do solo diminuindo a concetração de H+ e consequentemente elevando o Ph do solo diminuindo sua acidez. 
É importante antes de utilizar esse método fazer uma análise laboratorial do solo que determinará o nível de Ph e a adubação mais adequada. Consulte um engenheiro agrônomo!
 
Abaixo segue um vídeo sobre calagem.






Por: Erick Guilherme



quinta-feira, 24 de julho de 2014


 
 

 
Nessa postagem, abordaremos o tema: Agrotóxicos, que está dando o que falar na UFRPE. Pessoas sem instrução ou habilitadas para a manipulação dentro da instituição estão expostos a risco desconhecidos por eles. Em nota do dia 18 passado, a UFRPE mostra que não segue todas as normas vigentes como ela diz:http://ufrpe.br/noticia_ver.php?idConteudo=14252

 Segue abaixo Norma regulamentadora Nº 31 item 8, que fala de agrotóxicos.
 
31.8 Agrotóxicos, Adjuvantes e Produtos Afins
31.8.1 Para fins desta norma são considerados:
a) trabalhadores em exposição direta, os que manipulam os agrotóxicos e produtos afins, em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação, descarte, e descontaminação de equipamentos e vestimentas;
b) trabalhadores em exposição indireta, os que não manipulam diretamente os agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, mas circulam e desempenham sua atividade de trabalho em áreas vizinhas aos locais onde se faz a manipulação dos agrotóxicos em qualquer uma das etapas de armazenamento, transporte, preparo, aplicação e descarte, e descontaminação de equipamentos e vestimentas, e ou ainda os que desempenham atividades de trabalho em áreas recém tratadas.
31.8.2 É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins que não estejam registrados e autorizados pelos órgãos governamentais competentes.
31.8.3 É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins por menores de dezoito anos, maiores de sessenta anos e por gestantes.
31.8.3.1 O empregador rural ou equiparado afastará a gestante das atividades com exposição direta ou indireta a agrotóxicos imediatamente após ser informado da gestação.
31.8.4 É vedada a manipulação de quaisquer agrotóxico, adjuvantes e produtos afins, nos ambientes de trabalho, em desacordo com a receita e as indicações do rótulo e bula, previstos em legislação vigente.
31.8.5 É vedado o trabalho em áreas recém-tratadas, antes do término do intervalo de reentrada estabelecido nos rótulos dos produtos, salvo com o uso de equipamento de proteção recomendado.
31.8.6 É vedada a entrada e permanência de qualquer pessoa na área a ser tratada durante a pulverização aérea.
31.8.7 O empregador rural ou equiparado deve fornecer instruções suficientes aos que manipulam agrotóxicos, adjuvantes e afins, e aos que desenvolvam qualquer atividade em áreas onde possa haver exposição direta ou indireta a esses produtos, garantindo os requisitos de segurança previstos nesta norma.
31.8.8 O empregador rural ou equiparado deve proporcionar capacitação sobre prevenção de acidentes com agrotóxicos a todos os trabalhadores expostos diretamente.
31.8.8.1 A capacitação prevista nesta norma deve ser proporcionada aos trabalhadores em exposição direta mediante programa, com carga horária mínima de vinte horas, distribuídas em no máximo oito horas diárias, durante o expediente normal de trabalho, com o seguinte conteúdo mínimo:
a) conhecimento das formas de exposição direta e indireta aos agrotóxicos;
b) conhecimento de sinais e sintomas de intoxicação e medidas de primeiros socorros;
c) rotulagem e sinalização de segurança;
d) medidas higiênicas durante e após o trabalho;
e) uso de vestimentas e equipamentos de proteção pessoal;
f) limpeza e manutenção das roupas, vestimentas e equipamentos de proteção pessoal.
31.8.8.2 O programa de capacitação deve ser desenvolvido a partir de materiais escritos ou audiovisuais e apresentado em linguagem adequada aos trabalhadores e assegurada a atualização de conhecimentos para os trabalhadores já capacitados.
31.8.8.3 São considerados válidos os programas de capacitação desenvolvidos por órgãos e serviços oficiais de extensão rural, instituições de ensino de nível médio e superior em ciências agrárias e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR, entidades sindicais, associações de produtores rurais, cooperativas de produção agropecuária ou florestal e associações de profissionais, desde que obedecidos os critérios estabelecidos por esta norma, garantindo-se a livre escolha de quaisquer destes pelo empregador.
31.8.8.4 O empregador rural ou equiparado deve complementar ou realizar novo programa quando comprovada a insuficiência da capacitação proporcionada ao trabalhador.
31.8.9 O empregador rural ou equiparado deve adotar, no mínimo, as seguintes medidas:
a) fornecer equipamentos de proteção individual e vestimentas adequadas aos riscos, que não propiciem desconforto térmico prejudicial ao trabalhador;
 b) fornecer os equipamentos de proteção individual e vestimentas de trabalho em perfeitas condições de uso e devidamente higienizadas, responsabilizando-se pela descontaminação dos mesmos ao final de cada jornada de trabalho, e substituindo-os sempre que necessário;
c) orientar quanto ao uso correto dos dispositivos de proteção;
d) disponibilizar um local adequado para a guarda da roupa de uso pessoal;
e) fornecer água, sabão e toalhas para higiene pessoal;
f) garantir que nenhum dispositivo de proteção ou vestimenta contaminada seja levado para fora do ambiente de trabalho;
g) garantir que nenhum dispositivo ou vestimenta de proteção seja reutilizado antes da devida descontaminação;
h) vedar o uso de roupas pessoais quando da aplicação de agrotóxicos.
31.8.10 O empregador rural ou equiparado deve disponibilizar a todos os trabalhadores informações sobre o uso de agrotóxicos no estabelecimento, abordando os seguintes aspectos:
a) área tratada: descrição das características gerais da área da localização, e do tipo de aplicação a ser feita, incluindo o equipamento a ser utilizado;
b) nome comercial do produto utilizado;
c) classificação toxicológica;
d) data e hora da aplicação;
e) intervalo de reentrada;
f) intervalo de segurança/período de carência;
g) medidas de proteção necessárias aos trabalhadores em exposição direta e indireta;
h) medidas a serem adotadas em caso de intoxicação.
31.8.10.1 O empregador rural ou equiparado deve sinalizar as áreas tratadas, informando o período de reentrada.
31.8.11 O trabalhador que apresentar sintomas de intoxicação deve ser imediatamente afastado das atividades e transportado para atendimento médico, juntamente com as informações contidas nos rótulos e bulas dos agrotóxicos aos quais tenha sido exposto.
31.8.12 Os equipamentos de aplicação dos agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, devem ser:
a) mantidos em perfeito estado de conservação e funcionamento;
b) inspecionados antes de cada aplicação;
c) utilizados para a finalidade indicada;
d) operados dentro dos limites, especificações e orientações técnicas.
31.8.13 A conservação, manutenção, limpeza e utilização dos equipamentos só poderão ser realizadas por pessoas previamente treinadas e protegidas.
31.8.13.1 A limpeza dos equipamentos será executada de forma a não contaminar poços, rios, córregos e quaisquer outras coleções de água.
31.8.14 Os produtos devem ser mantidos em suas embalagens originais, com seus rótulos e bulas.
31.8.15 É vedada a reutilização, para qualquer fim, das embalagens vazias de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, cuja destinação final deve atender à legislação vigente.
31.8.16 É vedada a armazenagem de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins a céu aberto.
31.8.17 As edificações destinadas ao armazenamento de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins devem:
a) ter paredes e cobertura resistentes;
b) ter acesso restrito aos trabalhadores devidamente capacitados a manusear os referidos produtos;
c) possuir ventilação, comunicando-se exclusivamente com o exterior e dotada de proteção que não permita o acesso de animais;
d) ter afixadas placas ou cartazes com símbolos de perigo
e) estar situadas a mais de trinta metros das habitações e locais onde são conservados ou consumidos alimentos, medicamentos ou outros materiais, e de fontes de água
f) possibilitar limpeza e descontaminação.
31.8.18 O armazenamento deve obedecer, as normas da legislação vigente, as especificações do fabricante constantes dos rótulos e bulas, e as seguintes recomendações básicas:
a) as embalagens devem ser colocadas sobre estrados, evitando contato com o piso, com as pilhas estáveis e afastadas das paredes e do teto;
b) os produtos inflamáveis serão mantidos em local ventilado, protegido contra centelhas e outras fontes de combustão.
31.8.19 Os agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins devem ser transportados em recipientes rotulados, resistentes e hermeticamente fechados.
31.8.19.1 É vedado transportar agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, em um mesmo compartimento que contenha alimentos, rações, forragens, utensílios de uso pessoal e doméstico.
31.8.19.2 Os veículos utilizados para transporte de agrotóxicos, adjuvantes e produtos afins, devem ser higienizados e desconta minado, sempre que forem destinados para outros fins.
31.8.19.3 É vedada a lavagem de veículos transportadores de agrotóxicos em coleções de água.
31.8.19.4 É vedado transportar simultaneamente trabalhadores e agrotóxicos, em veículos que não possuam compartimentos estanques projetados para tal fim.
                                                           Fonte:http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D33EF459C0134561C307E1E94/NR-31%20(atualizada%202011).pdf
 

O cultivo Hidropônico e suas vantagens na produção de alimentos de qualidade.

Hidroponia é uma técnica de cultivo que não utiliza o solo como fonte de nutrientes, a planta fica presa  em canaletas por onde passa uma solução, e através dessa solução a planta recebe os macro e micronutrientes necessários para o seu crescimento. Essa solução é chamada de solução nutritiva pois contém os nutrientes(sais dissolvidos em água) que a planta precisa.
As principais plantas cultivadas em hidroponia são alface, rúcula e morangueiro mas também podem ser encotrados culturas de salsa, repolho, melão, tomate, e na produção de mudas e forragens. Os sistemas hidroponicos podem ser com substrato ou sem substrato, quando for com substrato a solução é levada pelo método de gotejamento. Sistemas hidroponicos mais utilizados:

O sistema hidroponico mais utiliazado é o NFT onde as plantas ficam numa canaleta por onde passa a solução nutritiva que é bombeada. A canaleta ou canal de cultura fica inclinada para haver vá passando e retorne para o reservatório de solução.  A alface é a mais cultivada nesse sistema, mas podemos encontrar outras como rúcula, repolho, coentro, salsa, agrião, no geral plantas de pequeno porte.
Sistema NFT. Fonte da imagem: http://www.hydor.eng.br/

Os produtos obtidos na hidroponia são de melhor qualidade, aparência, possuem boa nutrição tudo essas características são graças à esse sistema de cultivo que permite que a planta possa estar constantemente nas condiçoes de nutrição ideais para seu desenvolvimento, com isso outra caracteristica importante é que o ciclo de uma planta em hidroponia é menor do que a do cultivo convencional.

Fonte da imagem: www.homemadehydroponic.net

                    

domingo, 13 de julho de 2014

O que é AGRONOMIA?!




Agronomia é na prática a ciência que estuda o solo, planta, clima, e também como o próprio nome diz tem relação com o setor agropecuário. O agrônomo envolve-se em praticamente todas as etapas do agronegócio - do plantio ou da criação de rebanhos à comercialização da produção. Ele planeja, organiza e acompanha o preparo e o cultivo do solo, o combate a pragas e doenças, a colheita, o armazenamento e a distribuição da safra. Cuida da alimentação, da reprodução, da saúde e do abate de animais. Também gerencia a industrialização, o armazenamento e a comercialização de alimentos de origem animal e vegetal.


A agronomia também possui um grande destaque no setor econômico do país, pra se ter uma ideia em 2013 o PIB agricola chegou à R$ 1 trilhão, 23% do PIB brasileiro. O Brasil é o 1º produtor mundial de café, açúcar e laranja. Líder na exportação de açúcar e etanol e o 2º maior produtor mundial de soja.


por: Erick Guilherme.